Os traumas deixam marcas profundas,
algumas visíveis, outras não.
E suas consequências podem causar
dores no corpo, na mente e no coração.
Haverá dias em que a dor
chegará a dez numa escala de dez/dez
testando sua força e paciência,
colocando à prova sua resistência.
E quando os medicamentos
não conseguem aliviar,
o que você mais deseja
é que a dor possa acabar.
E até com a própria vida acabar
você será capaz de pensar.
Mas se engana quem pensa,
que acabando com a vida,
o sofrimento assim vai terminar.
Mas não é bem assim,
ele só vai piorar.
Mas como descansar,
se a mente não para de pensar
em tudo aquilo que precisa ser feito?
E nesse momento surgem Sentimentos
de raiva, tristeza e frustração.
Sentimentos que, muitas vezes,
fogem do controle e compreensão.
da emoção do coração e dá razão.
E quando alguém oferece ajuda,
e às vezes recusamos.?
Não é orgulho, nem ingratidão,
é que precisamos encontrar uma maneira
de buscar o equilíbrio
entre a mente e o coração.
Pois precisamos do silêncio
para compreender o que enfrentamos.
E quando a dor diminuir,
será hora de refletir
sobre tudo aquilo que passou
e o que a experiência ensinou.
Pois respeitar os próprios limites
não significa desistir de viver.
É compreender que até na dor
temos muito a aprender
e, principalmente, encontrar motivos
para agradecer.