Quem nunca errou...
Atire a primeira pedra.
Mas... Quem nunca carregou uma culpa que ninguém viu?
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Chamam de bandido quem cruzou a linha, esquecem que ninguém nasceu sem espinha. Cada consciência conhece sua guerra, uns caem em silêncio, outros fazem a terra tremer.
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Tem quem roube sonhos, tem quem roube pão. Tem quem mate um corpo,
tem quem mate um coração.
Quem pode medir o peso da intenção?
Quem consegue enxergar o fundo da escuridão?
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O erro tem tamanhos, mas nasce da mesma raiz. A diferença é que alguns deixam cicatrizes.
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A pedra pesa... A culpa também.
A balança procura equilÃbrio,
mas nunca encontra ninguém.
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Perdoar... não é apagar.
Fazer justiça não é odiar.
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A cela fecha o corpo,
mas quem prende a consciência?
Existe um falso perdão vestido de sentença.
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Enquanto a dor da vÃtima permanece em silêncio...
Quem cura o que ficou por dentro?
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Grades levantam muros, não levantam caráter.
O tempo corre lento,
mas nem sempre muda a alma.
Lá dentro nasce um mundo,
com suas próprias leis.
Às vezes a prisão aprende
mais crimes do que desfaz.
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Quem perdeu um filho não recupera o abraço.
Quem perdeu a paz não reencontra o passado.
A pena termina... O calendário diz.
Mas quem sofreu continua cumprindo uma sentença sem fim.
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Jesus falou:
"Quem nunca errou... atire a primeira pedra."
Mas Ele nunca disse que justiça
era fechar os olhos.
Perdão não anula consequência.
Misericórdia não destrói responsabilidade.
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Perdoar... não é esquecer.
Nem toda liberdade é renascer.
Se a prisão não transforma o coração,
Será que existe justiça...
Ou apenas um falso perdão?
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A pedra continua sobre a balança.
O silêncio...
Também pesa.
E a pergunta permanece...
O que realmente transforma um ser humano?
A prisão...
Ou a consciência?