Partindo do pressuposto
de que aquele que fez,
tem ou teve cometido um crime,
é chamado de bandido.
Como cabe a nós julgar,
e qual a sentença condenar?
É como disse Jesus,
num momento de profunda reflexão:
"Quem nunca errou,
atire a primeira pedra."
Mas vão dizer:
"Eu não errei como ele errou."
Porém,
sendo o pecado menor ou maior,
isso não muda a essência do erro;
diante da culpa, todos são pecadores.
Vão para a cadeia, infelizmente
aqueles que não cometeram crime algum, aqueles que cometeram pequenos delitos,
aqueles que praticaram as maiores atrocidades,
Assassinato doloso ou culposo,
estupro e tantos outros crimes
que deixam marcas irreparáveis.
Então surge a pergunta:
Como fazer justiça?
Se dizem que todos têm direito ao perdão,
como conciliar o perdão
com a responsabilidade pelos próprios atos?
Pois, para crimes tão graves,
a cadeia muitas vezes
não parece ser a verdadeira prisão,
mas na verdade um falso perdão,
disfarçado de restrição da liberdade.
Lá dentro,
forma-se uma nova sociedade,
onde a pena nem sempre
transforma o coração,
nem consola a dor
de quem sofreu, sofre e tem sofrido as consequências do crime que foi cometido.