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Thiago Constantino
Suas escolhas definem seu destino
Textos

2 mil anos se Passou e a Humanidade Pouco Mudou

Há mais de dois mil anos,

na crucificação de Jesus,

Ele deixou seu último recado de luz.

E Jesus disse:

— “Pai, perdoa-lhes,

pois não sabem o que fazem.”

Hoje… talvez Jesus dissesse:

— “Pai, perdoa-lhes,

eles sabem o que fazem,

mas não sabem que, agindo assim,

estão adoecendo.”

Mais de dois mil anos se passaram…

e muitos sabem exatamente o que fazem,

mas continuam fazendo o errado.

Só que agora existem novas desculpas

para ocultar o peso da culpa.

A desculpa da vez é o cansaço.

O feminismo sem equilíbrio.

O machismo sem consciência.

A correria.

A pressa.

A frieza automática do cotidiano.

Mas no fundo…

muitas vezes isso é apenas

a falta de empatia

disfarçada de egoísmo,

comodismo

e grosseria.

É só prestar atenção nos detalhes

do que vem acontecendo.

E você verá…

que a humanidade está adoecendo.

Se bobear… até apodrecendo.

Talvez até retrocedendo.

Vou citar apenas um exemplo

dentre vários que já aconteceram comigo.

E provavelmente também já aconteceu

com alguém que possui alguma limitação,

alguma deficiência,

ou simplesmente uma condição menos favorável.

O que vou relatar é lamentável…

e até passivo de revolta.

Mas o mundo dá voltas.

E a vida sempre encontra um jeito

de colocar cada um

em seu devido lugar.

Eu estava no ponto de ônibus,

esperando a lotação chegar

para ir trabalhar.

Sou deficiente físico.

Tenho mobilidade reduzida.

Ando pelas ruas com uma bengala.

E por direito,

devido à minha condição,

tenho assento preferencial reservado.

Mesmo assim…

eu sempre deixo todos entrarem primeiro.

Sou quase sempre o último a entrar,

sendo que, pela lei,

eu poderia ser o primeiro.

Se o assento preferencial estiver ocupado,

não tem problema.

Hoje, graças a Deus,

eu consigo ficar em pé.

E se existir algum idoso,

ou alguém precisando mais do que eu,

eu faço questão de ceder o lugar.

Isso se chama empatia.

A lotação chegou.

Éramos três pessoas para entrar:

eu, um rapaz

e uma moça.

Eu nem havia reparado

que o assento reservado estava vazio.

Mas a moça reparou.

Entramos.

E logo vi ela sentada no banco preferencial,

virada de lado,

como se nada estivesse acontecendo.

Aquilo gerou revolta

em outra passageira.

Ela olhou pra mim com indignação

e disse:

— “Como pode, né?

É muita falta de empatia.”

Então eu respondi:

— “Tá tranquilo…

agora eu consigo ficar em pé.

É que a patricinha tá cansada.”

Eu poderia ter exigido meu direito?

Sim. Poderia.

Mas já aconteceu tanta coisa na vida

que hoje eu não gasto mais tempo

nem minha energia

com o desnecessário.

Não vale a pena perder a paz

por causa de gente sem noção,

sem educação

e sem consciência.

 

E esse é apenas um exemplo.

Isso acontece em vários lugares.

É só reparar.

Lutar pelos nossos direitos

é importante.

E muitas vezes necessário.

Mas se for para gerar barulho,

confusão

e diminuir a vibração da nossa mente…

às vezes é melhor não.

Porque existem batalhas

que vencemos

simplesmente escolhendo não entrar nelas.

Independentemente da hora do dia

em que algo ruim aconteça…

preservar a harmonia da nossa vibração

é o que mantém

a paz de Jesus viva

dentro do coração.

 

E essa é a visão

que eu quero deixar.

Para que, através da empatia,

da consciência

e da paz…

a gente realmente consiga

se conectar

com o que é divino.

Thiago Constantino
Enviado por Thiago Constantino em 29/05/2026
Alterado em 29/05/2026
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