• Não me lembro de nada do hospital,
só lembro de falar : me leva pra São Paulo, há lembro também que me perguntaram:
Thi, você quer alguma coisa?
Eu pedi um caldo de cana rsrs.
• A lembrança que eu tenho, é estar voltando para casa numa cadeira de rodas, dentro dá Ducato do meu amigo Maurão, onde estavam ele os meus pais e minha ex mulher, ela vinha conversando comigo, ficava perguntando se eu sabia onde a gente estava, eu respondia que sabia.
• Eu nunca perguntei o que tinha acontecido comigo, o porquê de estar numa cadeira de rodas e voltar para a casa dos meus pais, e não para a minha, simplesmente porque eu sabia exatamente o que tinha acontecido.
Para a medicina eu fiquei 45 dias em coma, mas agora eu sei que, todo momento que estava inconscientemente, na verdade eu estava consciente, não no plano carnal, estava consciente no plano espiritual.
Nesse tempo que fiquei desacordado, tive várias ilusões mentais, mas fiz também umas viagens espirituais,
Fui para Piedade interior de SP onde morava minha irmã, lá encontrei com meus dois sobrinhos, Luan e Matheus, estávamos andando na calçada em frente do bar do mineiro, quando o Matheus chega e fala: titio vamos jogar bola? Eu falei não dá o titio tá machucado, ele: caramba titio você só se machuca.
• Agora estava num lugar escuro, não enxergava nada, aí apareceu o Fabio, primeiro marido da minha irmã, o pai do Luan, lembro dele falar:
calma Thiagão vai ficar tudo bem.
• Agora estava no Rio de janeiro, no apartamento de uma mulher amiga da minha vó Maria, era um puta de um apartamento, só de quem tem dinheiro, muita segurança, não é qualquer um que pode entrar, nesse lugar meu pai queria falar comigo, mas para conseguir ele tinha que passar uma fase de videogame, foi difícil mas ele conseguiu, essa foi uma ilusão criada para me mostrar que, por mais difícil que seria, meu pai faria tudo para me ajudar como sempre fez.
• Agora estava de volta em Piedade , estava dentro do rio da cidade, quase me afogando, estava morrendo, quando meu falecido tio Júnior, meu amigo, aparece, me puxa pela camiseta e grita comigo:
O que cê tá fazendo aqui?
Me dá um tapão na cara gritando :
Acorda porra...
volta pra vida caralho...
Conclusão:
O meu coma, foi uma experiência que misturou a ilusão criada pela mente e uma vivência espiritual real que mostra que quem partiu, sempre vai olhar pela gente.
Eu fui levado para os lugares, que existia oração pela minha vida e recuperação, mas também para lugares que marcaram minha vida e minha história.
PS, nunca fui o rio de janeiro.